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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Relação entre a destruição da natureza e as pandemias

Mäyjo, 28.04.20

Quanto mais se destruir a natureza e poluir o planeta, mais pandemias vão aparecer.

Facto: 75% das doenças infecciosas emergentes são transmitidas através de animais (zoonoses): gripe aviária, gripe suína, febre aftosa do consumo de leite não pausterizado de vaca contaminada, zika, ebola, coronas, doenças de ratos, morcegos e etc...

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) listou alguns factos ambientais que favorecem o controlo, ou a disseminação, de novos patógenos na sociedade e explica que a biodiversidade ajuda a controlar doenças zoonóticas:  
 Desflorestação e mudanças no uso do solo afetam a estrutura populacional da vida selvagem;
 Ao perder habitat e reduzir a biodiversidade, alguns patógenos presentes em animais selvagens, rebanhos ou animais domésticos atingem seres humanos;
 O comércio ilegal e irregular de animais selvagens favorece a disseminação de novos vírus na sociedade;
 A intensa produção pecuária favorece o surgimento de novos vírus;
 O uso de antibióticos na pecuária gera resistência antimicrobiana;
 As mudanças climáticas também favorecem o surgimento de novos patógenos na sociedade.

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Fonte: Árvore: Ser tecnológico

 

 

 

“O GOVERNO ESTÁ A CONTRIBUIR PARA O AGRAVAMENTO DA DESFLORESTAÇÃO”, ALERTA QUERCUS

Mäyjo, 20.07.17

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A política do actual governo em apostar em centrais de biomassa florestal só irá agravar a desflorestação no país e custos acrescidos para os contribuintes, alertam a Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Acréscimo, Associação de Promoção ao Investimento Florestal. E citam números que sustentam a tese:

 

“A disponibilidade potencial de biomassa de origem florestal, seja de sobrantes de operações de silvicultura (limpezas, desramações e desbastes) ou de exploração florestal (abate de arvoredo), seja de resíduos das indústrias de transformação de material lenhoso está estimada em 2,2 milhões de toneladas por ano.”  Ora, em 2013, o “consumo efectivo de biomassa florestal para energia já se situava acima dos 3 milhões de toneladas anuais”. Ou seja, esse saldo era já deficitário antes da aprovação de mais estas oito centrais que, inevitavelmente, provocarão um impacto negativo ao nível da desflorestação. Até porque se tratam de investimentos privados, mas com remuneração garantida por parte de Estado, “com custos a assumir pelas futuras gerações”.

Para a Quercus, a medida é ainda mais incompreensível quando se percebe que “a balança comercial de produtos de origem florestal é já hoje consideravelmente negativa. De acordo com o INE, através das últimas Contas Económicas da Silvicultura publicadas, em 2016 o país despendeu cerca de 110 milhões de euros na importação de madeira em bruto, essencialmente para as indústrias da madeira”.

A associação salienta ainda que, neste processo de licenciamento, não foi “efectuada qualquer avaliação de impacto ambiental, seja ao nível dos solos, dos recursos hídricos, da fauna e da flora, incluindo sobre o arvoredo. Esta é uma lacuna que contribui, propositadamente ou não, para uma subavaliação do impacto ambiental associado às centrais termoelétricas a biomassa florestal “residual”, sobretudo para as desligadas de circuitos silvo-industrias de madeira serrada, de madeira triturada e de cortiça.”

As duas associações salientam também existiram várias alternativas para a gestão florestal, com a consequente diminuição do risco de propagação dos incêndios rurais e “entre elas está a que envolve a utilização de sobrantes como fertilizante orgânico, designadamente pelo seu estilhaçamento e espalhamento nos solos”. O fogo controlado, em locais apropriados, “é ainda uma alternativa com menores custos associados face às rendas garantidas às centrais termoelétricas a biomassa florestal ‘residual’”. Ou então a “aposta em soluções de valorização da biomassa florestal de dimensão municipal, ou seja, de curta distância, essencialmente focada na produção de energia calorífica e destinada, prioritariamente, a equipamentos públicos e sociais”. Tudo menos as centrais agora aprovadas…

Foto: Creative Commons

 

QUERCUS DENUNCIA DESTRUIÇÃO DE FLORESTA MEDITERRÂNICA NO CONCELHO DE TOMAR

Mäyjo, 05.01.17

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A Quercus denunciou a destruição de uma área de floresta mediterrânica dominada por um sobreiral, onde existem também carvalhos, medronheiros e aroeiras, entre outras espécies, em Porto de Cavaleiros, no concelho de Tomar, distrito de Santarém.

 

Em comunicado, a associação indica que desmatação ocorreu no limite do Sítio Sicó-Alvaiázere, inserido na Rede Natura 2000, próximo do rio Nabão, numa área com cerca de 10 hectares alvo de um incêndio em 2008.

Os ambientalistas alertaram o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR, do comando de Santarém. No local, os militares confirmaram a presença de duas escavadoras giratórias “a fazer a destruição do cobro vegetal” sem o respectivo licenciamento.

A Quercus indica ainda no comunicado que as escavadoras estavam a arrancar a “vegetação mediterrânica, incluindo diversos sobreiros jovens com alguma dimensão, o que indica ser uma acção ilegal, para conversão num novo eucaliptal”. A associação acrescenta que solicitou ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas informação sobre se autorizou alguma ação, incluindo a arborização com eucalipto na área em questão.

“A Quercus espera atuação firme das autoridades para impedir a destruição das últimas áreas de floresta mediterrânica desenvolvida na área, onde ocorrem espécies protegidas, evitando o aumento descontrolado da expansão de novos eucaliptais”, lê-se ainda no comunicado.

BRASIL RATIFICOU ACORDO DE PARIS MAS CONTINUA A DESFLORESTAR A AMAZÓNIA

Mäyjo, 30.12.16

Desmatamento em Roraima

Apesar de ter ratificado o Acordo de Paris, que visa reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, o Brasil aumentou a taxa de desflorestação da Amazónia. Em relação ao ano passado, a área desbastada no pulmão do planeta cresceu.

 

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais a desflorestação na Amazónia, no período de Agosto de 2015 à Julho de 2016 foi de 7989 km², 29% maior que em idêntico período no ano anterior.

Esta destruição libertou para a atmosfera, segundo cálculos do mesmo instituto, 586 milhões de toneladas de carbono equivalente, ou seja, o mesmo que oito anos das emissões de todos os automóveis que circulam no Brasil.

Com este comportamento o Brasil distancia-se das metas estabelecidas pela última cimeira do clima patrocinada pela ONU e contraria a evolução que estava a ser seguida, no sentido de reduzir o desmatamento da Amazónia. Na verdade é a primeira vez, em 12 anos, que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta apresenta aumento consecutivo.

Foto: Greenpeace Brasil / Creative Commons

ROMÉNIA EMPENHADA EM SALVAR AS ÚLTIMAS FLORESTAS IMUNES AO IMPACTO HUMANO NA EUROPA

Mäyjo, 07.10.16

Trees inside one of the patches of virgin forests

As florestas da Roménia estão em perigo. A desflorestação, legal e ilegal, tem tido enorme impacto nas áreas florestais do país. Numa tentativa de impedir um agravamento desta situação, as autoridades locais juntaram-se a várias organizações não-governamentais nacionais e internacionais, entre elas a Greenpeace. A iniciativa partiu das entidades oficiais e quer mapear as áreas arborizadas do país, numa espécie de base de dados que garanta a devida protecção às zonas protegidas.

 

A exploração de madeira, legal ou ilegal, devastou as florestas do país na última década, mas as entidades locais acreditam que ainda vão a tempo de preservar algumas zonas selvagens, até agora imunes à presença humana.

As estimativas apontam que a base de dados agora a ser criada estará concluída e publicada nos meios digitais nos próximos seis meses. Em simultâneo, acredita-se que há fortes possibilidades que várias faias nas praias da Roménia possam ser consideradas Património Mundial da Unesco, protegendo-se assim ainda mais a zona.

Valentin Salageanu, coordenador do Greenpeace para a floresta na Europa Central e Oriental, estima que cerca de metade dos 250 mil hectares de florestas do país tenham sido destruídos desde 2005. “Muitos destes terrenos foram destruídos nos últimos dez anos, como resultado da desflorestação legal e ilegal”, conta o coordenador à Reuters.

Além do mapeamento da área, o ministério do ambiente romeno anunciou também o reforço da presença de guardas florestais pelo país e aumentou as multas para o corte, transporte e comércio de madeira. As autoridades oficiais têm igualmente incentivado os moradores locais a usarem a app “Inspector da Floresta”, numa partilha directa e imediata de qualquer actividade suspeita no terreno.

Foto: Reuters